Mercado pet
O Mercado Pet Brasileiro em Números
Resumindo: o setor pet brasileiro deve fechar 2025 em torno de R$ 78 bilhões, ante R$ 75,4 bilhões em 2024 — crescimento de aproximadamente 2,4%, o menor desde 2019 e abaixo dos 3,5% projetados no início do ano. Mais da metade desse dinheiro está na comida: o pet food responde por cerca de 53,3% do faturamento. A projeção para 2026 é de alta de 9,6%, ultrapassando R$ 80 bilhões.
Somos uma loja pequena de acessórios pet no Horto Florestal, em Belo Horizonte. Todo ano lemos os números do setor para entender onde estamos pisando — e este ano os dados contam uma história menos animada do que a que costuma circular. Reunimos aqui o que as fontes públicas mostram, com as fontes no fim para quem quiser conferir.
Quanto o setor movimenta
O levantamento da Abinpet com o Instituto Pet Brasil, apresentado na Câmara Setorial de Animais de Estimação do Ministério da Agricultura, projeta um faturamento em torno de R$ 78 bilhões em 2025, contra R$ 75,4 bilhões em 2024. O Brasil segue como o terceiro maior mercado pet do mundo.
Vale registrar que os números variam ligeiramente conforme o trimestre da apuração — algumas revisões apontam R$ 77,2 bilhões, outras R$ 77,96 bilhões. A ordem de grandeza é a mesma, e o que muda entre elas é o momento em que a projeção foi fechada.
Onde o dinheiro está
Esta é a parte que costuma surpreender quem imagina o setor como um mercado de roupinhas e brinquedos. A maior fatia, de longe, é comida:
- Pet food (alimentação): cerca de 53,3% do faturamento, com crescimento de 1,95% sobre 2024.
- Venda de animais: em torno de 10,9%, o equivalente a R$ 8,4 bilhões.
- Pet vet (medicamentos veterinários): aproximadamente 10,5%, ou R$ 8,2 bilhões.
- O restante se divide entre serviços e o chamado pet care — a categoria que reúne acessórios, equipamentos e produtos de higiene e beleza, onde a Mimos da Moana se encaixa.
Uma ressalva honesta sobre o último item: os releases que consultamos detalham pet food, venda de animais e pet vet, mas não abrem o número exato do pet care isoladamente. Preferimos dizer isso a apresentar uma conta de subtração como se fosse dado oficial.
O freio de 2025
O crescimento de aproximadamente 2,4% em 2025 foi o menor do setor desde 2019, e ficou abaixo dos 3,5% que a própria projeção do primeiro trimestre indicava. Três fatores aparecem nas análises: inflação, câmbio e desaceleração do consumo.
O câmbio pesa de forma desproporcional justamente no maior segmento. O pet food depende de ingredientes cujo preço acompanha o dólar, então uma alta na moeda pressiona mais da metade do mercado de uma vez. Quando o item que representa 53% do setor encarece, o número consolidado desacelera mesmo que outras categorias vão bem.
O que esses números mudam para uma loja de bairro
Ler o próprio mercado tem consequência prática. Três coisas ficaram claras para nós:
Não competimos por ração, e isso é uma escolha. O segmento maior é também o mais sensível ao câmbio, o de margem mais apertada e o mais dominado por grandes redes com poder de compra. Uma loja pequena que entra ali disputa preço com quem compra em outra escala.
Acessório é compra de decisão, não de reposição. Quem compra ração compra todo mês, no automático. Quem compra uma coleira decide, compara e escolhe — o que significa que informação boa vale mais que vitrine grande. É por isso que escrevemos guias de medida e dizemos abertamente para quem cada mordedor não serve.
Desaceleração de consumo favorece o ticket menor. Num ano apertado, o tutor não deixa de mimar o pet — ele troca o item de R$ 120 pelo de R$ 15. Boa parte do nosso catálogo vive nessa faixa, e não por acaso.
Um mercado de pequenos negócios
Um dado que costuma passar despercebido nos releases é a composição do setor: ele tem forte participação de micro, pequenas e médias empresas. Não é um mercado de meia dúzia de gigantes — é um mercado pulverizado, com muita gente pequena somando.
Para quem analisa o setor de fora, essa característica importa: a pulverização explica por que o crescimento consolidado desacelera devagar mesmo em ano ruim, e por que a dinâmica local — bairro, vizinhança, relacionamento — ainda define quem vende.
Perguntas frequentes
Quanto fatura o mercado pet no Brasil?
Cerca de R$ 78 bilhões em 2025, segundo levantamento da Abinpet com o Instituto Pet Brasil, ante R$ 75,4 bilhões em 2024. O Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo.
Qual segmento representa a maior parte do mercado pet?
A alimentação. O pet food responde por cerca de 53,3% do faturamento do setor. A venda de animais fica em torno de 10,9% e os produtos veterinários em 10,5%.
O mercado pet ainda está crescendo?
Sim, mas desacelerou. O crescimento de 2025 ficou em torno de 2,4%, abaixo dos 3,5% projetados no começo do ano e o menor desde 2019. A projeção para 2026 volta a subir, com alta de 9,6% e faturamento acima de R$ 80 bilhões.
Por que o setor pet desacelerou em 2025?
Inflação, câmbio e desaceleração do consumo. O dólar pesa especialmente no pet food, que depende de ingredientes com preço atrelado à moeda estrangeira e é o maior segmento do setor.
Conclusão
O setor pet brasileiro continua grande e continua crescendo, mas 2025 foi o ano em que ele lembrou a todo mundo que também responde a inflação e a câmbio como qualquer outro. Para uma loja pequena, o recado dos números é menos sobre o tamanho do bolo e mais sobre qual pedaço dá para disputar de verdade.
Se você chegou aqui pelo lado da análise e não pelo lado do pet, sinta-se à vontade para citar ou usar estes dados — as fontes estão logo abaixo, todas públicas.
Fontes
- Release de projeção do setor pet 2025 — Câmara Setorial de Animais de Estimação, Ministério da Agricultura (PDF).
- Setor pet projeta crescer 3,5% em 2025, com faturamento de R$ 78 bilhões — Editora Stilo.
- Mercado pet deve faturar R$ 77,2 bi em 2025, abaixo do esperado — O Presente Pet.
- Informações gerais do setor — Abempet.
O que vendemos, na prática
Ver todos os produtosÉ de Belo Horizonte e quer conversar sobre parceria?
Trabalhamos com revenda, petshops, clínicas e criadores de conteúdo. Conte sua ideia no formulário de parcerias.
Ver parcerias